Ibiza pretende suspender a concessão de licenças para novos clubs e grandes estabelecimentos noturnos a partr de 2027. A restrição integra o Plano de Intervenção em Âmbitos Turísticos, ainda em elaboração pelo governo insular, e busca estabelecer um limite para o crescimento da oferta. Caso seja aprovada, novos operadores dependerão da transferência de uma autorização existente para entrar no mercado.
A administração sustenta que a expansão da nightlife precisa ser compatível com os limites territoriais da ilha e administrada em conjunto com mobilidade, moradia, recursos naturais, ruído e pressão turística. A principal associação empresarial do setor apoia a moratória e afirma que Ibiza já enfrenta concorrência excessiva. A economia do entretenimento movimenta cerca de € 770 milhões anuais e representa, direta e indiretamente, 35% do PIB local, segundo estudo encomendado pela própria entidade.
O congelamento, no entanto, também pode revalorizar as licenças em operação e consolidar um mercado concentrado nas mãos de poucos grupos. Representantes de estabelecimentos pequenos e médios defendem que a legislação diferencie clubs de capacidade reduzida dos superclubs e propõem a criação de uma autoridade noturna para avaliar cada caso. A discussão agora é como limitar a saturação sem gerar uma concentração predatória do setor.
