Vivi Seixas tornou-se uma figura bastante respeitada nas pistas brasileiras. Com mais de duas décadas de carreira, construiu uma identidade sonora que transita entre Funky House, Chicago House, Electro e Minimal, identidade que já a levou a se apresentar em clubs icônicos como o The End Up, na Califórnia, Silk Beach Club em Búzios, D-EDGE no Rio e em São Paulo, Greenvalley, além de festivais como Rock in Rio e Universo Paralello. Vivi também é fundadora da Tulipa, label party que se consolidou como espaço de protagonismo feminino na cena junto ao D-EDGE.
Para além de uma presença ativa nas cabines, nos últimos meses Vivi tem concentrado seus esforços também em seu canal no YouTube, utilizando a plataforma como formato principal na documentação de seu trabalho. Lá, tem disponibilizado sets gravados em eventos e também a série In My House, projeto que expande sua curadoria para além da lógica da pista. O canal funciona como um arquivo permanente de sua trajetória, onde cada vídeo fica disponível e continua acessível, diferente da lógica mais descartável de outras redes sociais.
“Enxergo a plataforma como um lugar onde o trabalho ganha permanência. A gig acontece ao vivo, tem sua força no momento, mas passa. O set gravado fica, vira registro e memória”, explica Vivi sobre a escolha de investir no YouTube. “Não é só estar presente no digital, é deixar algo sólido, que continue fazendo sentido depois da experiência de pista”. Por lá, é possível encontrar vídeos de apresentações recentes que rolaram na Bioma, em Curitiba, no Carnarara, no Rio, no D-EDGE, em São Paulo, entre outros.
Já a série In My House segue uma proposta diferente dos sets ao vivo. Já com dois episódios lançados, o formato permite que Vivi explore discos e nuances que não necessariamente funcionam em um clube. “É um espaço onde posso tocar discos que não são tão dançantes ou seguem uma linha mais introspectiva. Enquanto o set ao vivo é moldado pela energia da pista, o In My House permite expandir esse recorte com mais liberdade”, descreve.
Para os próximos meses, Vivi tem agenda intensa e parte disso também deve ir para o seu Youtube. Em abril, fecha a pista do D-EDGE Rio na celebração dos 26 anos da marca, em um lineup que recebe Carl Craig, Moodymann, KiNK e Ratier. Maio traz novos lançamentos: um EP pela Otherwise Records (gravadora de Kolombo e Fran Bortolossi) e um release pela Safe Music (gravadora italiana do duo The Deepshakerz) em colaboração com The Gêmeo. No dia 2 de maio, volta para a pista no Silk Beach Club em Búzios, compromissos que refletem sua estratégia de ampliar o diálogo entre diferentes contextos, seja nas pistas ou no digital.