Você é do tempo das vitrolas? Não estou falando dessas estilizadas e moderninhas com USB e Bluetooth que a gente compra na Amazon hoje em dia. Falo daqueles aparelhos que chegavam a ocupar um bom espaço da sala e tinham o toca-discos, rádio, caixa de som, às vezes até um espaço para guardar os vinis, tudo em um mesmo “móvel”, por assim dizer. Era o famoso embutido, ou vitrola de armário, como me apresentaram.
Seja você desse tempo ou não, saiba que muito do que tocou no nosso querido Vitrola Radioshow vem justamente da época das vitrolas. Um período mágico, efervescente e de criatividade total na música brasileira, que influenciou e influencia até hoje todas as gerações artísticas seguintes e estampou nosso país para o resto do mundo como um solo fértil para homens e mulheres geniais no universo musical.
Muitos foram os nomes e estilos sonoros homenageados nos 49 capítulos do programa. Bossa Nova, Samba, Jazz, Baião, Funk, Rock, Forró, Disco, Breakbeats e muitas outras sonoridades nos acompanharam nesses mixes, feitos com muito carinho por pessoas que são aficionados pelas maravilhas da nossa terra. Para assinar a celebrada 50ª edição dessa série, convidamos alguém que tem a história da música brasileira correndo em suas veias.
+++ Editorial | Lincoln Olivetti e seu legado para música de pista no Brasil
Mary Olivetti carrega consigo não apenas o DNA musical de seus pais, Lincoln Olivetti e Claudia Olivetti, músicos aclamados que dedicaram suas vidas à arte, mas também um background riquíssimo que adquiriu no convívio com o que e quem você possa imaginar de mais incrível neste meio, como de seu padrinho, ninguém menos que Tim Maia. Seu caminho na música rumou para as pistas de dança do cenário eletrônico, mas no coração bate muito o que ela escutava, e ainda escuta, na sua vitrola. Seu mix traz justamente esse sons, então na próxima hora você escutará Os Mutantes, Jorge Ben, Tim Maia, Caetano Veloso, Zezé Motta, Geovania, Ana Belen, Orlandivo, Ed Lincoln, Erasmo Carlos e muito mais.
“Fiz uma seleção de 20 músicas brasileiras que giram na minha vitrola desde pequena. Estes discos passam pela malandragem e suingue do Samba-Soul setentista e o requinte nostálgico das gafieiras dos Arcos da Lapa, até a Bahia de Caymmi com um leve sabor de Baião. Adorei participar e reviver tudo isso”, comenta Mary.
A música conecta.