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Semana da Produção Musical | Gabriel Moraes: 7 dicas para melhor utilização de plugins

Por Gabriel Moraes

Com tanta variedade de marcas e tipos de plugins que encontramos no mercado atualmente, fica difícil saber quais devemos adquirir e utilizar. Nem todos produtores possuem computadores com processadores rápidos e memória suficiente para rodar muitos deles. Isso muitas vezes acaba nos trazendo problemas com crashes ou processamento alto que travam a maquina. Nesse artigo tentei dividir o tema em 7 tópicos principais para que você não tenha problemas com processamento devido ao uso dos seus plugins. Confira: 

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Limite-se ao necessário

O primeiro conselho que quero passar é  esse. Você não precisa de 15 tipos de reverbs diferentes para conseguir tirar um bom som. Na verdade a ideia é não se prender muito a marcas de plugins, já que quase todos os DAWs de produção musical hoje em dia têm ótimas opções de instrumentos e efeitos de áudio nativos que geralmente consomem menos processamento que os externos. Procure sempre conhecer bem as funções e a aplicação de seus plugins nativos antes de partir para opções de fora.

Não use por usar

Em algum momento você ouviu alguém dizer que ‘tal plug-n’ era muito bom e já foi logo colocando em todos os canais da sua mixagem sem nem saber o que estava fazendo? Um erro muito comum é usar por usar sem ter uma aplicação objetiva para aquilo. Já vi diversas vezes produtores colocarem compressores em pistas que não havia necessidade nenhuma de ser comprimida. É comum produtores iniciantes aplicarem uma compressão somente porque ouviram que deve-se comprimir tudo na mixagem. Uma compressão mal feita, além de estragar o som, consome processamento desnecessário.

Antes de comprar qualquer software, procure entender o diferencial dele e o porque valeria a pena comprar ao invés de usar os nativos. Muitas marcas estão emulando hardwares usados em grandes estúdios durante anos e esses plugins além de terem todas as funções originais, também acrescentam característica ao som, novos harmônicos, um certo calor analógico que faz falta em mixagens totalmente inbox. Porém, cada um tem sua característica sônica e é importante saber o som que você está procurando.

Estude seus pluggins

Um ponto essencial para o aprendizado com sintetizadores e efeitos de áudio é sempre ler o manual dos plugins que você utiliza. Todo software vem com instruções e manual e muitos produtores acabam deixando de lado isso. Porém, é muito importante ler o manual dos softwares que você utiliza, pois lendo as instruções é possível se aprofundar muito mais nas diversas funções que aquele plugin ou VST pode te oferecer. Geralmente o simples ato da leitura nos possibilita aprender novas aplicações que você não imaginava que existisse. Caso você não tenha o manual de algum software é extremamente fácil achar versões PDF na internet. E claro os tutoriais do YouTube são sempre grandes aliados na hora de aprender coisas novas.

Crie os seus próprios presets

Já ouvi muitos dizerem que não é certo usar presets e que devemos construir o som do zero. Mas, eu acredito que presets sejam um ótimo ponto de partida quando você está procurando algo diferente, especifico ou simplesmente não esta conseguindo chegar no timbre que você almeja. Devemos lembrar também que é muito importante não depender exclusivamente de presets prontos e entender como funciona a síntese que você está trabalhando. O ideal é que, ao utilizar presets, você faça alterações para deixar o timbre com sua cara e quando estiver satisfeito com as alterações, salve o preset como seu. Com o tempo acaba-se criando um banco de presets próprios e por consequência cria-se uma personalidade própria nos seus sons.

Organize seu chain de pluggins

O mundo digital da produção musical é basicamente uma emulação do processo que era feito analogicamente antigamente. Uma boa forma de trabalhar no domínio digital é tentar reproduzir esse processo como era feito no mundo analógico. A era digital trouxe uma gama de possibilidades infinitamente maior do que o mundo analógico, mas nem sempre isso é bom.

Uma chain bem feita pode alterar e muito o resultado final da sua mixagem. Por exemplo: Pouco adianta você colocar uma automação de ganho antes de um limiter pois ele vai limar o ganho que você está aplicando na automação. Também existe a velha discussão entre comprimir ou equalizar primeiro, independente do que tiver na sua chain de mix, a ordem dos plugins precisa fazer sentido.

Poupe processamento

Efeitos como reverbs e delays usam muito processamento da sua maquina e se você não quer ter problema com seu computador travando e crashs no final do projeto, meu conselho é: use e abuse dos canais auxiliares e retornos. Canais auxiliares são grandes aliados quando o assunto é efeitos e poupar processamento. Outro ótimo exemplo de uso do canal auxiliar é para criar layers. Quando um canal é duplicado, todos os VSTs e plugins que estão inseridos naquele canal também vão ser duplicados, porém se você criar um canal auxiliar e rotear o som de um canal para lá, basicamente está se criando um canal duplicado sem usar nada de processamento.

Use eifetos Build in dos VSTs

Quando falamos de instrumentos virtuais, a grande maioria possui efeitos que podem ser usados internamente no sintetizador. A quantidade e a variedade de efeitos que o instrumento contém pode variar, mas geralmente eles já possuem reverbs, delays e chorus. Usando efeitos internos você consegue poupar processamento da sua maquina.

A música conecta as pessoas! 

Lembre-se:

O encerramento da SPM18 acontece sábado com um workshop exclusivo do Núcleo Atlas em parceria com o AlatajL_cio apresenta seus conhecimentos em torno do assunto construção de live act. Saiba mais aqui.

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Equipe de reação do portal Alataj, focada em levar conteúdo cultural ao público antenado na música eletrônica.

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