Alataj entrevista Aninha

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Indiscutivelmente o Brasil é um país repleto de talentos, seja na música, nos esportes, no teatro ou em qualquer outra área que demanda um perfil criativo e diferenciado. Entre algumas destas estrelas, Aninha ocupa uma posição de destaque, somando no currículo quase 20 anos de trabalho na música eletrônica, o que já lhe rendeu títulos bastante expressivos como “rainha” da cena underground nacional, além de já ter sido elencada como uma das melhores DJs de warm up do Brasil.

E quanto mais o tempo passa, mais conquistas e posições importantes ela vai adquirindo. Recentemente, foi anunciada como a nova artistas do casting da D AGENCY, uma das maiores agências de bookings do Brasil, assumiu uma nova residência na HOAX Party, importante festa do sul do país, e também representa atualmente a marca Roland em território nacional, como embaixadora de duas linhas de produtos da empresa. Seu último lançamento pela Wow! Recordings, de Mar-T, também é outro marco em sua carreira. Tudo isso e mais um pouco está em detalhes na entrevista exclusiva que fizemos com ela. Com vocês: Aninha!

Alataj: Oi, Aninha! Tudo bem? Já se passaram dois anos desde a nossa última conversa. Quais as principais mudanças que aconteceram nesse período no seu perfil artístico? Quais pontos você acredita ter evoluído?

Aninha: Tudo ótimo! Pois é, sempre digo para as pessoas mais próximas: ‘Se eu sumir não se preocupe, é porque estou inventando algo novo pra fazer’. Foi exatamente o que fiz (risos). Nesses dois anos saí da sociedade do Seas pra me dedicar aos meus projetos pessoais, abri o LIT Bar com minhas amigas em Balneário Camboriú (onde faço algumas curadorias com música eletrônica e de projetos sociais), voltei a dar atenção para o AIA Records, criei com o Fabø a Neanderthal Music, fiz algumas gravações com o Solo. Doc e produzi cerca de 40 músicas com o Fabø. Pra fechar, mudei de agência (risos). Evoluí muito na questão de focar mais na parte artística (Aninha) e na música (produção e gravadoras).

Você viaja com uma certa frequência, de alguma forma cada lugar visita te inspira de forma diferente? Qual é a relação entre música e viagens na sua vida? Elas te ajudam a se reinventar?

Sim, com toda certeza! E é bem com esta intenção que estas viagens me servem. Descanso a mente, me reabasteço de novas culturas, faço aventuras, coisas diferentes do meu cotidiano, relaxo e também passo perrengues, mas volto com muitas saudades de casa, cheia de vontades, ideias e planos!

Recentemente a Roland Brasil te anunciou como representante da marca, uma das mais respeitadas do mercado mundial. O que representa isso para você?

Além de estar muito feliz de ter como parceira essa marca tão importante na história da música, representa um novo ciclo de experimentações (tanto pra Aninha quanto para o Solo.Doc). Estou com a mente mais aberta ao novo — como por exemplo tocar com a DJ-808 — quero ir mais além do que apenas virar faixas como fiz durante esses quase 20 anos. Tenho essa necessidade de criar, de aprender cada vez mais, de não me rotular a mais nada e deixar que a música fale por mim!

Você já foi residente de grandes clubs como Vibe e Warung, agora mantém esta posição à frente da HOAX, Terraza e Seas. Cada um destes lugares te ensinou algo diferente? Na sua visão, o que um DJ residente pode tirar de mais proveitoso assumindo este papel?

Todos eles me ensinam algo sempre, desde da residências da Vibe/Warung até as atuais. Ter flexibilidade, observar o que cada público gosta, ter essa troca de experiência e estar mais próxima do staff é muito legal.

Defected, Nervous e agora um lançamento pela Wow! Recordings… ele pode ser considerado outra grande conquista sua? Você acredita que já atingiu a identidade sonora que deseja?

Podemos considerar que estamos no caminho certo (Fabø e eu) e comemoramos cada conquista como um reflexo de todo o nosso esforço nesses últimos dois anos. A sintonia está cada vez melhor e a forma de nos expressar está muito mais voltada a nossa raiz musical, então posso dizer que chegamos numa identidade mais sólida.

Produzir música se tornou mais fácil com essa extensa trajetória ou o desafio de manter o alto nível das produções sempre vai existir?

Quanto mais aprendo, menos sei. Esses anos foram válidos pra me certificar de que era algo que eu queria, além de apenas tocar. Mas o nível de exigência comigo e com o que faço só aumentou [risos].

Uma pergunta pessoal: o que a música representa na sua vida?

Música é tudo na minha vida e tudo se transforma em música se estivermos abertos a recebê-la. Desde a batida do nosso coração ao caos das grandes cidades e principalmente no silêncio.

A música conecta.


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