Nascido no Rio de Janeiro, o jovem Lucas Frota leva toda a bagagem musical carioca para as batidas eletrônicas em uma pegada dançante e bem voltada à pista de dança. Hoje residindo em Los Angeles, o artista aproveita todas as referências adquiridas entre o gingado brasileiro e cenário da música americano. Sua relação com a música eletrônica começou muito cedo, quando tinha apenas 13 anos e hoje já colhe bons frutos da dedicação à ela.
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Tendo já lançado uma série de singles e EPs, Lucas apresenta agora o EP Alone, produzido em parceria com seu colega Blakkat. O projeto conta com quatro faixas originais e um remix do DJ e produtor Clavis. Nós conversamos com ele a respeito de sua trajetória, influências, o novo projeto musical e outros assuntos. Acompanhe!
Alataj: Olá Lucas, tudo bem? Você começou sua trajetória com a música desde muito cedo e isso também se estende para sua carreira como DJ. Como se deu o início dessa relação?
Lucas Frota: Tudo bem! Então, desde cedo me interessei pela música. Aos 13 anos comprei meus primeiros equipamento de mixagem e desde então não me separei mais da música. Sempre tive vontade de produzir os sons que eu fosse tocar até que então aos 15 eu comecei a produzir algumas músicas pelo projeto Lukke e então me tornei quem eu sou hoje.
Você nasceu no Rio de Janeiro, que é um polo cultural muito grande no Brasil e que abarca diferentes estilos musicais. Como essa miscelânea sonora impacta o som que você produz?
Sempre me identifiquei com as características musicais do som brasileiro, o Samba, o Axé, os sons do sul ao norte do país. Desde o início quis levar essas características para o exterior, até que o Baile Tech tomou forma própria. No qual é possível identificar características do funk pela batida e do Techno pela estética da música.
Hoje você reside em Los Angeles, lugar que também possui uma cultura bem diferente da nossa aqui no Brasil. Da mesma forma, absorver a cultura americana influenciou na hora de produzir sua música?
Sim, com certeza, vivenciando mais a cultura de Los Angeles e dos clubs pude amadurecer e aflorar uma seriedade ao meu som. Desde que tive contato com a cultura americana o meu som tomou uma forma muito especial com a qual me identifiquei muito. Pude aplicar a minha vivência anterior brasileira e minha cultura brasileira à seriedade do exterior.
Você também atende pelo pseudônimo Lukke paralelamente ao projeto que leva seu nome real. Conte-nos um pouco sobre a distinção sonora entre esses dois projetos.
Na verdade o Lukke no momento encontra-se em standby, mas com algumas coisas especiais que venho desenvolvendo.
De forma geral, eu venho focando mais no projeto Lucas Frota que é o que eu tenho explorado e procurado produzir musicas com as características do Baila Tech e mesclando com linha clássica do Tech House, assim como a Alone, que acabou de sair pela Circus Recordings.
Seu último lançamento é o EP Alone, em parceria com Blakkat, que conta com quatro faixas e um remix. Como se deu o processo criativo desse projeto e a parceria com Blakkat?
Então, comecei a ideia com o propósito de uma identidade sonora um pouco mais conceitual, que pudesse transmitir uma energia em particular, uma sensação que me assombrava naquela época. Me juntei ao Mark (Blakkat) com uma ideia.
O EP também tem um remix do produtor Clavis e sabemos que a escolha de um artista para dar uma nova roupagem a uma faixa é realizada de forma minuciosa. Como aconteceu essa escolha?
Mark (Blakkat) trabalhou com Clavis por mais de 12 anos, então quando finalizamos a música mostramos para algumas pessoas e o Clavis logo se prontificou a remixar, trazendo outra estética ao projeto Alone, daí tivemos esse resultado incrível aproveitem e confiram a versão dele também.
Estamos vivendo um momento sem precedentes em nosso cenário por conta do coronavírus e isso trouxe um impacto muito grande na vida de todos os profissionais do ramo do entretenimento. Como você tem passado por esse período? O que você acha que mudará no nosso cenário após a pandemia?
Com certeza, isso vem trazendo muitos impactos para a carreira de todos. Com relação ao o que tenho feito nesse período, tenho usado esse tempo de quarentena para desenvolver e explorar novos sons. Tenho investido muito tempo no estúdio com novas parcerias e espero poder trazer um bom resultado ao público! Acredito que após o momento da pandemia o mundo e a cena de música eletrônica vá demorar a retornar, até lá os artistas e gravadoras precisaram se reinventar para se adaptarem com a nova realidade. E quando isso tudo passar, viveremos um novo normal ao qual será necessário cuidado e máscaras em shows e eventos.
Apesar da pausa, os artistas têm se mantido ativos e criativos neste período. O que podemos esperar nos próximos passos de sua carreira?
Pode se esperar uma série de lançamentos com características ainda mais destacadas com a marca do Brasil no Baila Tech e parcerias inovadoras trazendo ainda mais músicas na sonoridade da Alone, que desenvolvi em parceria com o Blakkat!
Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?
Hoje a música representa uma forma de contato com o mundo, posso expressar meus sentimos e através dela levar felicidade a outras pessoas de forma especial e única!
A música conecta.
