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A música conecta

Raio X | PEDROZ

Por Marllon Eduardo Gauche em Raio X 12.06.2026

Nos últimos anos, o DJ e produtor brasileiro PEDROZ passou a aparecer com mais frequência dentro da cena do House/Tech House. O movimento pode ser observado através das gravadoras pelas quais lançou, dos artistas que passaram a tocar suas músicas e da expansão da sua agenda para mercados como Estados Unidos, Canadá e outros países da América Latina.

Pedro Bellini iniciou sua trajetória profissional há pouco mais de quatro anos e desde então vem construindo uma discografia de respeito, com faixas que circularam entre alguns dos nomes mais relevantes da cena. Até aqui, ele já recebeu suportes de artistas como Vintage Culture, FISHER, Michael Bibi, Chris Lake, Cloonee, Lee Foss e BLOND:ISH.

Nos próximos meses, o artista passará por cidades como Miami, Nova York, Chicago, Atlanta, Boston, Dallas, Austin, Denver, San Francisco e Calgary, além de festivais como Beyond Wonderland e Chasing Summer. Por trás dessa expansão existem alguns elementos que ajudam a explicar por que sua música vem sendo cada vez mais consumida e requisitada dentro do circuito brasileiro e internacional.

Este é o Raio X do Alataj.


House funcional de pista

PEDROZ sabe o poder que uma boa música tem na pista de dança. Por isso, suas produções são focadas principalmente pensando no contexto dos clubs e festivais. Faixas com bastante groove, basslines pesadas e vocais criativos são prioridades. Assim, todas as suas criações carregam sempre muita personalidade, o que ajuda a explicar por que tantos artistas estão dando suporte.

Presença em grandes labels

As gravadoras pelas quais um artista lança são um ótimo termômetro do momento em que ele está. No caso de PEDROZ, existe uma trajetória bastante consistente nesse sentido. Seu primeiro lançamento aconteceu pela Hellbent, em 2022. Depois vieram passagens por labels como Repopulate Mars, Experts Only, Black Book Records e Club Sweat, todas em 2024.

Em 2025, chegou à Abracadabra, gravadora comandada por BLOND:ISH, e neste ano lançou pela Nervous e Helix Records. São labels que ocupam posições importantes na cena e compartilham da mesma filosofia que falamos anteriormente: sons voltados à pista.

O poder das collabs

As colaborações também desempenham um papel importante na construção da carreira de PEDROZ. Ao longo dos últimos anos, ele trabalhou com diferentes artistas, incluindo o produtor norte-americano TOBEHONEST, além de nomes brasileiros como GREG 99, Thi Calista, Class Sick, Abbud e Deeft. Mais do que ampliar alcance, essas parcerias ajudam a expandir repertórios criativos através de novas referências, métodos de produção e perspectivas diferentes para o processo de criação.

A trajetória de PEDROZ ajuda a ilustrar um movimento cada vez mais comum na música eletrônica: o de artistas brasileiros que encontram reconhecimento crescente em gravadoras e lineups internacionais, conectando-se a uma cena que hoje é muito menos limitada por fronteiras geográficas.

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