Ao longo dos anos, o fim de semana da Parada LGBTQIA+ se consolidou como um dos períodos mais importantes para a vida noturna paulistana. É nesse contexto que acontece a quinta edição da CARDUME PRIDE, marcada para o dia 5 de junho, sexta, durante o feriado de Corpus Christi, no Sonora Garden. O evento reúne um lineup que atravessa diferentes gerações e interpretações da cultura eletrônica queer, conectando a cena paulistana a alguns dos nomes mais respeitados do circuito underground internacional.
Entre os destaques está o irlandês Cormac, artista que se tornou uma das figuras mais influentes da cena queer europeia. Conhecido por suas passagens pelo Panorama Bar e por projetos como a Polari Records e o podcast Queerly Beloved, ele construiu uma trajetória dedicada à pista de dança e à preservação da memória LGBTQIA+ dentro da música eletrônica, com sets que transitam entre house, HI-NRG, italo disco e techno.
Se Cormac representa uma dimensão cultural da cena, Roi Perez aparece como um dos DJs mais admirados quando o assunto é construção de pista. O veterano ganhou reconhecimento internacional por sua habilidade de conduzir longas jornadas, combinando house, disco, electro e techno de maneira imprevisível e emocional, o que também o fez um nome fortemente conhecido nas noites do Panorama Bar.
A programação também marca a estreia de Massimiliano Pagliara na festa. Radicado em Berlim, o produtor e DJ italiano desenvolveu uma carreira ligada a espaços emblemáticos como Berghain, Tresor e Robert Johnson. Sua assinatura conecta house, progressivo, disco, synth-pop, electro e italo disco em sets que costumam dialogar com diferentes épocas e influências através de grooves calorosos, sintetizadores analógicos e uma energia mais festiva.
Representando a cena local, o lineup ainda reúne Pedro Gariani e Dion, curadores e nomes por trás da CARDUME, além de Aya Ibeji, artista multidisciplinar carioca que já passou pelos palcos do Lollapalooza, Rock the Mountain e Boiler Room, cuja trajetória está profundamente ligada ao fortalecimento das comunidades trans e negras.
Mais do que uma reunião de nomes internacionais, a CARDUME PRIDE reafirma uma proposta construída ao longo dos últimos anos: criar um espaço onde a música eletrônica seja celebrada não apenas como entretenimento, mas também como expressão cultural diretamente conectada à história, à liberdade e ao legado das comunidades LGBTQIA+ que ajudaram a moldar a cultura da pista de dança.