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A música conecta

Marcal seleciona 5 faixas que são parte de sua formação musical na pista da Shadow

Por Marllon Eduardo Gauche em Notes 16.10.2026

Natural de Goiânia, Marcal se firmou como um dos principais representantes brasileiros do raw/hypnotic techno no circuito internacional. Sua pesquisa musical explora o lado mais cru e mental do gênero, com grooves densos, muitas texturas e pequenas variações rítmicas que transformam completamente uma faixa. Seu trabalho já chegou aos catálogos de gravadoras como Rekids, Uncage, Soma, Token, Enemy Records e Spazio Disponibile, o que o levou a tocar no renomado festival Awakenings e até mesmo no Berghain.

Porém, é em sua cidade natal que está uma pista que foi fundamental na sua evolução artística: a Shadow, festa da Nin92wo que há nove anos movimenta a cena underground de Goiânia. Marcal passou pela cabine desde os primeiros anos do projeto e também viveu, do outro lado dos decks, muitas das experiências musicais que influenciaram sua formação. Neste sábado, 17 de outubro, ele retorna à festa após uma sequência de apresentações internacionais e o lançamento recente do EP Four Small Escapes, pela The Third Room.

Para esta feature, convidamos Marcal a revisitar sua história com a Shadow através de cinco faixas que ajudaram a formar sua identidade musical na pista, que vão de clássicos de Luke Slater e The Advent a remixes de Rødhåd e Marcel Dettmann. Confira!

Howling — Signs (Rødhåd Remix)

Sempre gostei da atmosfera dessa faixa e da maneira como ela cria uma sensação de mistério e escuridão enquanto prende a atenção do ouvinte. É o tipo de faixa que me lembra como o techno pode ser hipnótico e emocional ao mesmo tempo.

Inigo Kennedy & Sigha — Minor Ascent

Essa faixa representa muito do que me atrai no techno: experimentação, repetição, tensão e pequenas mudanças que transformam a experiência na pista.

Planetary Assault Systems — Desert Races

Luke Slater é uma referência enorme para mim. E esta faixa não precisa de introdução, um hino da história do techno.

Luke Slater — Love (Marcel Dettmann Black Gloves Remix / City Remix)

Gosto muito das duas interpretações do Marcel Dettmann. Na versão City Remix, ele leva a música para uma direção mais profunda e melancólica, quase meditativa. Já a Black Gloves Remix tem uma abordagem mais crua e hipnótica, com uma identidade que funciona muito bem dentro de um set de techno. Além de tocá-la, ouvi essa versão inúmeras vezes na pista da Shadow.

The Advent — High Horse

Essa faixa representa o lado mais direto e físico do techno que sempre me atraiu. Gosto da energia e da maneira como funciona na pista sem precisar de muitos artifícios. Techno em sua forma mais crua.

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