Andrea Oliva Andrea Oliva Andrea Oliva Andrea Oliva Andrea Oliva
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Alataj entrevista Andrea Oliva

O suíço Andrea Oliva é daqueles que desde muito cedo já sabia muito bem o que queria: beber, respirar e viver da música. Foi logo no início da adolescência que ele deu seus primeiros passos dentro da cultura eletrônica na discotecagem e daí pra frente se envolveu de cabeça nesse meio, trabalhando em distribuidoras e lojas de discos, evoluindo enquanto DJ e, mais pra frente, construindo sua carreira como produtor.

Dentro do estúdio, Oliva já conquistou bons lançamentos no cenário, deixando sua marca em gravadoras de renome como DFTD, Cadenza Records, Hot Creations, Saved Records, entre outros selos. Seu novo lançamento também é um momento muito especial para a dupla Solardo. Foi ele o escolhido para dar o pontapé inicial na gravadora do duo, a Sola Nauts. O release vem através do EP Freaks, um conjunto de duas tracks, uma original de Oliva e outra com o remix dos label bosses. O debut aconteceu na sexta-feira (11) e já está disponível nas maiores plataformas de vendas de músicas do mercado.

Andrea também está prestes a lançar sua própria gravadora, All I Need, e a gente bateu um papo com ele sobre essa novidade, sua vida, carreira, o novo release e muito mais. Acompanhe!

Alataj: Olá Andrea, tudo bem? Obrigada por falar conosco! Pesquisando sobre sua história vimos que você iniciou seu caminho com a música eletrônica no começo da adolescência. O que te influenciou a entrar no mundo da discotecagem ainda tão cedo? 

Andrea Oliva: Correto! Eu tinha cerca de 12 anos quando comecei a discotecar. Mais do que ser influenciado por qualquer outro DJ da época, fiquei totalmente encantado com aqueles sons! No início dos anos 90 havia um grande hype sobre raves e festas aqui na Suíça. Acid House, Hardcore, Trance, Progressive, Drum’n Bass, todos esses sons me surpreenderam. Eu já sabia naquela época que havia encontrado algo maior do que qualquer outra coisa e que se tornaria uma grande paixão para o resto da minha vida!

Trabalhar em uma loja de discos deve ter sido realmente impactante na sua relação com a música eletrônica, principalmente em termos de pesquisa. Você ainda cultiva a cultura das lojas de vinil? 

Trabalhar na distribuição e em uma loja de discos foi o trabalho mais legal de todos, tratava-se de música 24 horas por dia. De manhã, ia para o escritório (tarde obviamente), pegava o fone de ouvido, ouvia todos os lançamentos, fazia minhas pré-encomendas pelo telefone, desembrulhava as promos pelo correio e começava a ligar para todas as lojas de discos na Suíça, tentando vender as novidades ou nos oferecendo para que fizessem pedidos para os próximos lançamentos. Depois do meu trabalho no “escritório”, fui para a loja de discos e depois da loja para o estúdio. Céu!

Percebemos que você possui uma relação carinhosa com Ibiza. De alguma forma as experiências que você viveu lá afetaram a forma de você criar sua música? 

A primeira vez que fui a Ibiza foi quando fiz meu primeiro show no Space em 2004. Me apaixonei pelo lugar e nunca perdi um ano. É simplesmente um lugar mágico para mim, não só para as festas, mas também para o ar, a vibe, a comida, as praias, as pessoas, simplesmente adoro!

Você é o artista que responsável pelo debut release da gravadora do duo Solardo com o EP Freaks. Como se deu essa relação entre vocês? O que veio antes, a criação da track ou o convite para a estreia?

Não tem como não amar esses caras, simples assim! Você se conecta com diferentes pessoas no setor e, embora não nos falemos todas as semanas, há uma forte conexão entre nós. Sempre que nos vemos é natural. Foi muito fácil fazer algo por uma de suas gravadoras e é ainda mais legal contribuir para seu primeiro lançamento. Tudo aconteceu de forma espontânea, como deveria ser quando você coloca a amizade antes dos negócios.

Sobre o EP, ele é composto de duas faixas, sendo uma original e um remix do Solardo. Como aconteceu a criação da faixa? A produção aconteceu agora na pandemia? Como você tem lidado com sua criatividade neste momento?

Eu criei essa faixa antes do lockdown e juntamente com o remix ela se tornou um lançamento forte e eficaz, eu diria. Eu criei muitas músicas diferentes durante o lockdown, algumas faixas boas e ruins.

Ainda sobre este momento em que estamos vivendo, o coronavírus obrigou o mundo do entretenimento a uma pausa sem precedentes em toda a sua história e isso impactou todos os profissionais de diferentes formas. Você acredita que teremos grandes mudanças quando retornarmos as atividades?

Tudo é tão incerto e, para ser honesto, tenho uma opinião muito instável sobre os efeitos desta pandemia no futuro da nossa indústria. Quando estou de bom humor espero que tudo volte a ficar igual ou melhor quando tudo isso acabar. No entanto, nos dias em que essa coisa toda me irrita, não consigo ver como isso vai acabar bem e realisticamente falando, embora eu esteja de bom humor agora, acho que não vai ser a mesma coisa de novo por muito tempo. Precisamos tirar o melhor proveito disso e agir como “NÓS MESMOS” e não como egocêntricos querendo ser superestrelas. Talvez só então tenhamos os fundamentos para caminhar novamente em direção a uma cena de música eletrônica ainda melhor.

E para este segundo semestre de 2020, ainda teremos mais novidades vindo de Andrea Oliva?

Claro! Minha gravadora chamada All I Need será lançada no final do ano. Tive muitos lançamentos solo no primeiro semestre de 2020 e eles continuarão até o final do ano. Tenho uma colaboração com Nic Fanciulli, outra com Catz’n Dogz e também com Will Clarke. Eu remixei Love Regenerator e Harvard Bass e há toneladas de originais esperando para serem lançados em 2021 em meu próprio selo.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. O que a música representa em sua vida?

Tudo! Simplesmente salvou e mudou minha vida em muitos aspectos.

A música conecta.